
Adeilton Oliveira, de 44 anos, foi atropelado no dia 27 de agosto, na BR-316 - Foto: Redes Sociais
A Polícia Civil identificou o homem acusado de atropelar e matar o atleta amador Adeilton Oliveira, de 44 anos, no dia 27 de agosto, na BR 316 em Palmeira dos Índios.
O serviço de investigação da 5ª DRP, sob o comando do Delegado Rosivaldo Vilar, com o apoio da Gerência de Inteligência da Polícia Civil, sob o comando do Delegado Thales Araújo identificou e já interrogou o acusado pelo crime.
A polícia chegou até o autor do crime, um homem de 35 anos, após identificar o veículo que atropelou a vítima. O acusado, que não reside em Palmeira dos Índios, disse em interrogatório que havia comprado o carro dois dias antes do acidente e que estava trafegando na velocidade permitida. Disse também que não havia ingerido bebida alcóolica e que no momento do acidente estava chovendo bastante.
O autor alega que não saiu da pista em momento algum e que sentiu uma pancada forte no carro. Disse que não prestou socorro porque percebeu populares se aproximando e teve medo de ser algum familiar da vítima.
O Delegado Rosivaldo Vilar informou do aumento de pena do crime de homicídio culposo de trânsito pela falta de prestação de socorro a vítima e explica que nesses casos a melhor opção é, primeiramente prestar socorro a vítima e depois se apresentar a autoridade competente.

Chefe de operações da 5ª Delegacia Regional de Polícia, Diogo Martins.
Nesta quarta-feira (14), o repórter Niraldo Correia entrevistou o Chefe de Operações da 5ª DRP, Diogo Martins, que passou mais detalhes sobre o caso.
Diogo Martins informou que a punição para o crime de homicídio culposo de trânsito tem uma pena entre 2 e 4 anos, como o acusado fugiu sem prestar socorro a vítima, a pena pode aumentar, chegando até 5 anos e 4 meses.
“Como se trata de um crime culposo, mesmo que ele seja condenado aos 5 anos e 4 meses, o acusado deve cumprir essa pena de forma diferente. As penas dos crimes culposos sempre são convertidas em penas restritivas de direitos, então ele vai prestar serviços para a comunidade por um certo tempo”, disse o Chefe de Operações da 5ª DRP.
Ainda segundo Diogo Martins, a polícia vai continuar investigando o caso para ver se as informações repassadas pelo acusado são verdadeiras.
Acompanhe a entrevista completa:
