Polícia Federal prende hacker que fraudou Auxílio Emergencial

Por: Rádio Sampaio
 / Publicado em 18/05/2023

Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal - Foto: Ilustração

A Polícia Federal (PF) prendeu na tarde de ontem, quarta-feira (17), em Goiânia (GO), um hacker suspeito de envolvimento nos crimes apurados na Operação Apateones, deflagrada em 7 de março. A investigação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa de fraudes ao programa Auxílio Emergencial.

A PF informou que o preso já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão na operação. Na ocasião, ao notar a presença dos policiais, ele jogou seu computador e celular pela janela do apartamento onde residia.

Nesta quarta-feira, pouco antes de ser preso novamente, quebrou seu celular com objetivo de esconder elementos de prova. O preso será encaminhado ao presídio da cidade de Goiânia onde aguardará audiência de custódia.

Operação Apateones

Cerca de 200 policiais federais participaram da Operação Apateones. Eles cumpriram 47 mandados de busca e dois mandados de prisão preventiva, expedidos pela Vara Federal de Campinas, em 12 estados: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins, além do Distrito Federal.

A investigação começou em agosto de 2020, a partir de informação da Caixa Econômica Federal à Policia Federal em Brasília. O banco enviou dados sobre 91 benefícios de Auxílio Emergencial fraudados, no valor total de R$ 54,6 mil.

O dinheiro foi desviado para duas contas bancárias de pessoa física e de pessoa jurídica em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A partir de investigação da delegacia de Polícia Federal em Campinas, foram reveladas milhares de outras fraudes.

A partir daí, foram descobertas cerca de 360 contas do Auxílio Emergencial fraudadas por meio de pagamento de boletos e transferências bancárias. A estimativa é que o valor desviado ultrapasse R$ 50 milhões, com mais de 10 mil contas fraudadas.

Os 37 envolvidos na operação são investigados pelos crimes de furto mediante fraude, estelionato e organização criminosa, cujas penas somadas ultrapassam 22 anos de reclusão.

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