
Foto: Paulo Edson
Uma organização criminosa especializada em golpes envolvendo o aluguel e a venda ilegal de geradores de energia está sendo investigada pela Polícia Civil em Alagoas. O esquema foi detalhado pelo chefe de operações da 5ª Delegacia Regional de Polícia (5ª DRP) de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, em entrevista ao repórter Niraldo Correia, da Rádio Sampaio 94.5 FM.
De acordo com o delegado, os suspeitos alugam geradores de energia, avaliados em cerca de R$ 5 mil cada, utilizando documentos verdadeiros de terceiros e comprovantes de residência falsos. Em seguida, os equipamentos são rapidamente anunciados para venda, muitas vezes em redes sociais, com o objetivo de obter lucro ilícito antes que o golpe seja descoberto.
As investigações apontam que, até o momento, ao menos cinco pessoas, todas de Palmeira dos Índios, estariam envolvidas no esquema. Os crimes foram registrados em cidades como Arapiraca e Santana do Ipanema, embora os suspeitos tenham ligação direta com Palmeira dos Índios. Segundo Diogo Martins, os investigados acreditavam que, ao agir fora do município de origem, ficariam impunes, o que não se confirmou.
A polícia conseguiu recuperar três geradores de energia: um em Santana do Ipanema e dois em Arapiraca. Em um dos casos, o equipamento possuía rastreador, o que facilitou a localização. Os materiais foram devolvidos aos proprietários. Um homem foi preso em flagrante por receptação em Santana do Ipanema, por haver indícios de que sabia da origem criminosa do equipamento. Já outros compradores comprovaram ter agido de boa-fé e colaboraram com as investigações.
Segundo o chefe de operações da 5ª DRP, há indícios de que o grupo atue há mais tempo e que existam outras vítimas que ainda não registraram boletim de ocorrência. Inquéritos policiais foram instaurados nas cidades onde os crimes ocorreram, e a Polícia Civil segue dando apoio às investigações para responsabilizar os envolvidos.
A Polícia orienta empresários do setor de locação de equipamentos a redobrarem os cuidados, verificando antecedentes de clientes e, sempre que possível, utilizando dispositivos de rastreamento nos equipamentos. A população pode colaborar com denúncias anônimas por meio do telefone 181.
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