


Celeste Amarilla, senadora paraguaia que fez um ataque racista contra Mbappé, reagiu nesta terça-feira à resposta do jogador, que a chamou de "mulher desprezível". Em uma longa carta aberta ao craque, publicada em suas redes sociais, a política exigiu que ele se retrate e o acusou de violência de gênero, ameaçando tomar medidas legais.
— Você não me conhece. Não faz ideia de quem eu sou e não tem nenhum direito de dizer que sou uma mulher desprezível, indigna do cargo que ocupo. Sou senadora da Nação Paraguaia eleita com votos.
— Quem é você para tentar me humilhar ou me desprezar se nem sequer me conhecer? Isso é violência de gênero, pura e simples. Violência política contra uma mulher que chegou onde está pelo voto popular do seu povo — acusou a senadora.
— Retrate-se comigo, honre a cidadania francesa e peça desculpas. Caso contrário, poderei iniciar medidas judiciais por violência de gênero — ameaçou Amarilla.
No texto, a parlamentar garantiu não ter nada contra a França. Ela disse que seu problema é com Mbappé e criticou sua postura na partida entre França e Paraguai, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, que ficou marcado por provocações entre o atacante e os rivais.
Ela também considerou que a frase "colocar a mão na m...", dita pelo atacante para se referir ao estilo de jogo de sua equipe, foi direcionada aos paraguaios.
— Fiquei muito irritada com a sua arrogância e desprezo desde antes da partida, quando você disse: "Se tiver que enfiar as mãos na m..., vamos enfiar". Não somos estúpidos, entendemos perfeitamente que era a equipe paraguaia e o time paraguaio como um todo. Depois você disse que pisaria em um saco de cocô, também entendemos bem.
— Você desprezou o cumprimento do nosso goleiro. Isso não se faz. O cumprimento entre rivais de guerra é o gesto mais nobre, na derrota e na vitória, e você negou a mão a ele e gritou a vitória na cara dele. Isso não se faz — completou.
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Celeste Amarilla, senadora que fez ataque racista contra Mbappé — Foto: Reprodução
Celeste Amarilla também afirmou que as postagens racistas foram feitas "com o sangue fervendo", logo após a derrota do Paraguai. Ela disse ter apagado as ofensas por ter se arrependido de ter respondido "com os mesmos insultos que recebe".
Os ataques da senadora paraguaia foram feitos na noite do último sábado, no X (antigo Twitter), logo após a vitória da França, por 1 a 0, diante da equipe sul-americana.
— Bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamava cocos, e a coisa mais instruída que ouviu foram chimpanzés — escreveu Celeste Amarilla.
— Camaronês colonizado, bancando o durão para parecer francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio. Ficou nervoso e morrendo de medo durante toda a partida, assim como todo o seu time. Não conseguiram fazer nem um gol e venceram por pura sorte. A única coisa que muitos de nós cobramos da Albirroja é que não tenha dado um tapa de mão aberta nele depois que a partida terminou. E olha que eu nem sou fã de futebol — também escreveu Celeste Amarilla.
