
Pobreza atinge 1,7 milhões de alagoanos em 2021, aponta IBGE
Em Alagoas, 1,7 milhão de pessoas viviam em situação de pobreza em 2021, o que corresponde à mais da metade da população alagoana (51,7%). Esse é o maior valor já registrado desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Os dados são do estudo Síntese de Indicadores Sociais - 2022, divulgado nesta sexta-feira (2) pelo IBGE.
O contingente registrado no ano passado é 7,8 pontos percentuais maior que o registrado um ano antes, em 2020, quando o estado tinha 43,9% da população alagoana vivendo em situação de pobreza.
O levantamento aponta que mais de 523 mil alagoanos estavam em situação de extrema pobreza em 2021. Houve um aumento de 3,8 pontos percentuais na comparação com 2020, quando 11,8% dos alagoanos viviam nessa condição.
Em Maceió, mais de 380 mil pessoas (36,9%) estavam em situação de pobreza em 2021, também correspondendo ao maior valor da série histórica. Cerca de 91 mil (8,9%) viviam na extrema pobreza.
As faixas para enquadramento na pobreza e da extrema pobreza são aquelas propostas pelo Banco Mundial, que adota como linha de pobreza os rendimentos de R$ 486 mensais per capita. Já a linha de extrema pobreza é de R$ 168 mensais per capita.
Considerando-se o rendimento médio per capita, os homens (R$ 769) receberam 3,2% a mais que as mulheres (R$ 745) em 2021.
Na comparação com 2020, houve recuo de 9,75% no rendimento dos homens (era R$ 852) e de 8,1% no rendimento das mulheres (7,5%).
Considerando o início da série histórica, o rendimento das mulheres apresentou estabilidade, enquanto o rendimento dos homens cresceu 4,3%, saindo de R$ 737 em 2012.
No recorte por cor ou raça, o estudo revelou que brancos tinham rendimento domiciliar per capita médio de R$ 675, 41% maior em comparação com pretos e pardos cujo valor do rendimento era de R$ 956. Ambos os rendimentos recuaram frente a 2020, mas os brancos (11%) perderam mais que os pretos e pardos (9,64%).
