
Mãe da bebê Ana Beatriz chegando na delegacia de Novo Lino - Foto: Rogério Costa
A população da cidade de Novo Lino, no interior do estado, ficou abalada após a descoberta do corpo da bebê Ana Beatriz, de apenas 15 dias de vida. O corpo da recém-nascida foi encontrado dentro de um armário de madeira na lavanderia da própria casa, envolto em um saco plástico. A mãe da criança é apontada como responsável por ocultar o corpo no local.
A cena rapidamente atraiu a atenção da vizinhança, e dezenas de moradores se aglomeraram nas proximidades da residência, expressando sentimentos mistos de tristeza profunda e indignação. A comoção popular gerou preocupação com a segurança no entorno, o que levou a atuação direta da Polícia Militar para garantir a ordem no local.
Em entrevista à imprensa, o Capitão Freitas, do 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM), pediu cautela e respeito ao devido processo legal. Ele destacou a importância de não tirar conclusões precipitadas, reforçando que o caso ainda está em fase inicial de apuração.
“Não vamos fazer juízo de valor. É uma mulher jovem, acabou de ser mãe. A gente não sabe como se deu a dinâmica de como essa criança veio a falecer. É muito cedo para as pessoas julgarem. Deixem que os órgãos trabalhem, que a Justiça faça seu trabalho, que as polícias façam seu trabalho. Existe um sistema judicial e a gente vai deixar a coisa acontecer de acordo com o rito da lei”, afirmou o oficial.
O caso segue sob investigação, e a expectativa é de que laudos periciais ajudem a esclarecer as circunstâncias da morte da bebê. Enquanto isso, a população de Novo Lino segue abalada diante de uma tragédia que trouxe à tona questões delicadas sobre saúde mental, maternidade e justiça.
