
crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O PIX, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, completa cinco anos neste domingo (16) consolidado como o principal meio de transferência do país. Desde o lançamento, em 2020, a ferramenta soma cerca de 890 milhões de chaves cadastradas, movimentou R$ 85,5 trilhões até setembro de 2025 e já faz parte do dia a dia de mais de 170 milhões de brasileiros.
O uso cresceu de forma acelerada: só em 2024, foram mais de R$ 26 trilhões em operações — quase dois PIBs e meio do Brasil. A popularidade também reduziu o uso de dinheiro em espécie, com queda de 35% nos saques desde 2020.
Além das transferências instantâneas, o PIX ganhou novas funções ao longo dos anos, como PIX Cobrança, Saque e Troco, PIX Agendado, pagamentos por aproximação e o PIX Automático. O uso no comércio também se expandiu, impulsionado por custos mais baixos do que os cartões tradicionais.
O crescimento, porém, trouxe desafios. As fraudes registradas chegaram a R$ 6,5 bilhões em 2024, além de um ataque hacker que desviou R$ 800 milhões em 2025. Para reforçar a segurança, o BC ampliou mecanismos de proteção, como a coincidência cadastral e o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que ganhará uma versão 2.0 neste mês, permitindo rastrear valores por múltiplas contas.
Entre as próximas novidades previstas estão o bloqueio de chaves, o PIX Parcelado padronizado, o PIX Duplicata e a futura internacionalização do sistema. Segundo o Banco Central, a expectativa é que o PIX siga crescendo e se torne ainda mais integrado ao mercado financeiro nos próximos anos.
