
Foto Ilustrativa: arquivo / PF
A Polícia Federal apreendeu US$ 14 mil e R$ 8 mil na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alvo de mandado de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (18). O celular do ex-mandatário também foi apreendido pelos agentes, segundo fontes da corporação ouvidas pelo SBT News.
A operação da PF acontece após ordem judicial expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou suspeita de coação, obstrução de justiça e ataque à soberania nacional no processo em que Bolsonaro é investigado. A ação PET 14129 foi peticionada no STF em 11 de julho e distribuída ao gabinete de Moraes no mesmo dia. O procedimento está sob sigilo.
Bolsonaro também terá que cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
As buscas da Polícia Federal foram realizadas tanto na casa do ex-presidente quanto na sede do Partido Liberal (PL) em Brasília.
como "principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos" na tentativa de golpe. No parecer enviado ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet pede a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O documento assinado por Gonet afirma que o ex-presidente "instrumentalizou o aparato estatal e operou, de forma dolosa, esquema persistente de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório". Um dos pontos inaugurais desse projeto de poder, como já apontado anteriormente pela PGR, foi a live de 29 de julho de 2021, feita no Palácio do Planalto e "voltada a direcionar a opinião pública para a hipótese de insurreição". Nessa transmissão, Bolsonaro reuniu alegações falsas sobre o processo eleitoral brasileiro.
Para levar intenções golpistas adiante, o ex-presidente contou "com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas". "Mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias", acrescentou o procurador-geral.
"A sua atuação, pautada pela afronta à legalidade constitucional e pela erosão dos pilares republicanos, teve por objetivo último sua continuação ilegítima no comando do país e o enfraquecimento das instâncias públicas, em negação do princípio da alternância democrática, da soberania popular e do equilíbrio entre os Poderes", disse Gonet.
