Pesquisadores da UFAL alertam para agravamento e descontrole da transmissão do coronavírus em Alagoas

Foto: Ailton Cruz

O Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), aponta para um agravamento do cenário epidemiológico no estado. O relatório divulgado nesta segunda-feira (22) considera dados da 7ª semana epidemiológica (SE) de 2021, de 14 a 20 de fevereiro.

Segundo os pesquisadores, as medidas de controle como uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social, não estão sendo suficientes para conter a transmissão e sugerem que novas intervenções devem ser implementadas pelo poder público a fim de evitar um colapso do sistema de saúde.

Os integrantes do Observatório afirmam que Alagoas continua apresentando um descontrole na transmissão do novo Coronavírus que está novamente se espalhando por diversas regiões do estado. A perspectiva para as próximas semanas é de piora da situação que já é grave.

O relatório mostra que o agravamento é provocado pelo aumento da incidência de casos e óbitos e da ocupação hospitalar, em particular dos leitos de UTI. Foram notificados ao longo do período observado 4.218 casos e 67 óbitos no estado, que comparados à semana anterior, representam um incremento de 33% e 14%, respectivamente.

Interior com mais mortes que a capital

A maioria dos casos continua concentrada em Maceió, onde foram registrados 55% deles. Porém, as mortes estão acontecendo com maior frequência no interior do estado, superando o quantitativo da capital pela segunda semana consecutiva.

Maceió e Arapiraca continuam liderando a incidência de casos em relação às suas populações com 227 e 149 casos para cada 100 mil habitantes, seguidas pela 2ª e 5ª Regiões de Saúde que registraram na última semana 68 e 59 novos casos para cada 100 mil habitantes.

Testagem e ocupação hospitalar

Sobre a testagem dos casos, os pesquisadores observaram aumento do número de casos em investigação, o que evidencia as dificuldades neste quesito e que compromete o reconhecimento da atual situação epidemiológico bem como a definição de estratégias de controle, segundo eles.

O relatório mostra que, a partir dos indicadores analisados, houve um significativo aumento na procura por leitos, o que mostra mais um indício do atual agravamento da pandemia em Alagoas.


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