Pesquisadores brasileiros desenvolvem índice para reduzir atraso de cirurgias eletivas

Por: Rádio Sampaio
 / Publicado em 13/11/2022

Pesquisadores brasileiros desenvolvem índice para reduzir atraso de cirurgias eletivas

Operações médicas que podem ser agendadas com antecedência são chamadas cirurgias eletivas. No início de 2022, cerca de 200 milhões de pacientes em todo o mundo aguardavam para a realização de procedimentos deste tipo, de acordo com um estudo publicado na revista científica The Lancet, com a participação de pesquisadores do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP) em Bauru.

Com o objetivo de fortalecer a realização dos procedimentos e de reduzir os atrasos crescentes, os cientistas desenvolveram e validaram um Índice de Preparação Cirúrgica – Surgical Preparedness Index (SPI), ferramenta que avalia especificamente a cirurgia eletiva e a preparação do sistema de anestesia. Para isso, os pesquisadores elencaram 23 indicadores globalmente relevantes de preparação cirúrgica em quatro domínios: instalações, pessoal, priorização e processos.

De acordo com o estudo, a aplicação do índice permite identificar alvos e subsidiar políticas públicas e investimentos nos níveis regional e local. Os pesquisadores sugerem ainda que os hospitais devem implementar urgentemente a avaliação anual do indicador e criar planos de ação locais para fortalecer os serviços cirúrgicos eletivos.

Embora a espera para a realização de cirurgias eletivas tenha sido agravada pela pandemia de Covid-19, os estudiosos destacam que este é apenas um dos fatores de impacto ao serviço.

No mundo, epidemias de gripe e do vírus ebola também representaram efeitos significativos na realização dos procedimentos na última década. Além disso, fenômenos naturais associados às mudanças climáticas e situações de conflitos também podem ameaçar o andamento do sistema.

“O acúmulo de pacientes aguardando procedimentos eletivos é agora um dos desafios mais prementes para a saúde global nos próximos dez anos”, destacam os pesquisadores.

Os cientistas afirmam que a metodologia desenvolvida durante a pandemia foi projetada para ser aplicável a qualquer contexto de pressão do sistema de saúde. O estudo aponta que esforços concentrados para lidar com a preparação cirúrgica serão essenciais para lidar com os crescentes atrasos e mitigar os danos aos pacientes que aguardam a cirurgia eletiva.

“Melhorar a preparação provavelmente fortalecerá os serviços cirúrgicos eletivos contra futuros choques externos e apoiará a ampliação da cirurgia para atender às crescentes demandas. Portanto, o SPI apoia uma área de grande prioridade para a Organização Mundial da Saúde para o progresso contínuo em direção ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 [da Organização das Nações Unidas]: Saúde e Bem-estar”, pontuam os pesquisadores.

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