Pesquisadores alertam para descontrole da transmissão do coronavírus em Alagoas

Pesquisadores alertam para descontrole da transmissão do coronavírus em Alagoas

O Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), alerta para um descontrole da transmissão do coronavírus no estado. O relatório divulgado nesta quarta-feira (17) considera dados da 6ª semana epidemiológica (SE) de 2021, de 7 a 13 de fevereiro.

As incidências de casos e óbitos na 6ª SE foram praticamente iguais às registradas na semana anterior, quando já se percebia indícios do descontrole na transmissão.

Outro fator que demonstra esse agravamento é a taxa de ocupação das UTIs em todo o estado. Mesmo com a ampliação de leitos entre novembro de 2020 e fevereiro deste ano, a ocupação neste período passou de 37% para 63%.

Considerando apenas o interior, a situação é ainda mais grave. Eram 76% de ocupação na segunda (15), taxa superior à margem de segurança recomendada por especialistas, que é de 70%.

O destaque negativo vai para o Sertão, que média de 76% dos leitos de UTI ocupados. Somente em Santana do Ipanema, a taxa de ocupação é de 90%. Penedo e Porto Calvo são os únicos municípios do interior com leitos de UTI para Covid-19 que não estão acima do limite de segurança, com 29% e 60% de ocupação, respectivamente.

O Observatório avalia ainda que o retorno das aulas presenciais sem planejamento adequado, o descumprimento das medidas de proteção e as aglomerações registradas no período de carnaval pode agravar ainda mais a situação nas próximas semanas.

A recomendação é que essas medidas de controle sejam reforçadas pelo Estado.

“Reforçamos mais uma vez que enquanto não tenhamos atingido a imunidade coletiva por meio de uma robusta campanha de vacinação, medidas como higienização das mãos, uso da máscara e distanciamento social são essenciais para o controle da pandemia. Neste sentido, é necessário uma conscientização de toda a sociedade quanto ao papel de cada cidadão e cidadã. Caso contrário, essas medidas não sendo efetivas, intervenções mais restritivas devem ser impostas pelo Estado a fim de controlar a transmissão e poupar vidas”, diz trecho do relatório.


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