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Um grupo composto por 11 professores ligados à International Society of Atopic Dermatitis (Isas), que conta com a participação de três médicas brasileiras, realizou um estudo baseado em inteligência artificial (IA) para abastecer o aplicativo ChatGPT com perguntas e respostas científicas acerca da dermatite atópica, voltadas para a parte social.
Cada membro do grupo desenvolveu dez perguntas e respostas para consultas de pacientes relacionadas à doença. O resultado do trabalho, que teve início no ano passado, foi publicado em inglês no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology. “Isso foi um mérito para nós do grupo como professores e pesquisadores”, disse a dermatologista Ana Mósca, integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologista do Rio de Janeiro (SBDRJ) que participa do grupo.
O conteúdo do trabalho está à disposição de todos e não somente da comunidade médica e científica. As informações permitem à população em geral saber como se portar em situações relacionadas à doença.
“No Google, geralmente, o paciente não encontra acolhimento. Já no Chat GPT, fizemos perguntas muito variadas como, por exemplo, aquelas ligadas a banhos de ervas e chás”. Quem buscar informações via inteligência artificial vai encontrar respostas produzidas por especialistas de todo o mundo, comentou a dermatologista.
Trata-se de uma doença inflamatória que é desencadeada por vários fatores ambientais e alérgicos que se manifesta com várias lesões de pele. A principal é o eczema, acompanhado de coceira, ou prurido. Normalmente, esse eczema é acompanhado de lesões secundárias.
“É um eczema agressivo e a coceira é marcante.” A escala de gravidade da dermatite atópica vai de leve a grave, passando por moderada. “De moderada a grave são os casos dramáticos, de difíceis controle, diagnóstico e tratamento. Não é qualquer pessoa que consegue tratar um paciente com dermatite atópica moderada a grave”, afirma a médica.
Desde a última sexta-feira (28), a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu consulta pública para incorporação de novos medicamentos de alto custo para tratamento da dermatite atópica para facilitar a vida dos pacientes. A consulta estará aberta à participação popular até o próximo dia 17 de julho.
