
Foto: Ilustração
Nos últimos 25 anos, o Brasil formou e empregou mais mestres e doutores. Houve uma melhor distribuição dos cursos entre as regiões e um aumento no número de mulheres pós-graduadas.
De acordo com o estudo Brasil: Mestres e Doutores, produzido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), apesar das mudanças, a remuneração das mestras e doutoras permanecem mais baixa em comparação aos colegas do sexo masculino que possuem a mesma formação acadêmica. O número de pessoas com essas qualificações na sociedade também permanece baixo.
O CGEE aponta que a redistribuição da pós-graduação no Brasil possui relação com dois movimentos. O primeiro diz respeito à mobilidade de mestres e doutores, sobretudo dos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, para estados de outras regiões.
O segundo movimento tem relação com o aumento da formação local, o que impacta na diminuição da “importação” de profissionais com mestrado e doutorado.
Conforme aponta a pesquisa, o número de titulados por habitante ainda é pequeno. No ano de 2021, o país tinha 27 mestres para cada grupo de 100 mil habitantes e 10,2 doutores para cada 100 mil habitantes.
A socióloga Fernanda Sobral, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), salienta: “Isso ainda é baixo. Isso tem a ver com a nossa desigualdade social que é muito grande. Para ter um nível educacional é difícil”.
