Patrulha Maria da Penha atende a mais de mil mulheres vítimas de violência doméstica em três anos de atuação em Alagoas

Foto: Itawi Albuquerque

Em três anos de serviço, a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar, já atendeu a mais de 1.200 mulheres vítimas de violência doméstica em Alagoas. Somente em Maceió, foram 861 atendimentos nesse período, segundo os dados divulgados pela Agência Alagoas nesta quinta-feira (19).

Na capital alagoana, o serviço foi lançado em abril de 2018 para garantir proteção e acompanhamento mais humanizado para as vítimas. Segundo o Governo do Estado, 457 mulheres estão sendo protegidas atualmente pela Patrulha.

Em agosto do ano passado, Arapiraca também recebeu uma equipe especial de patrulhamento para garantir a segurança das vítimas de violência doméstica. A sede é em Arapiraca, mas a Patrulha Maria da Penha atende mulheres de toda toda região do Agreste.

Durante um ano de combate à violência, a Patrulha no interior atendeu a 346 mulheres, que seguem sendo assistidas no agreste alagoano.

Prisão dos agressores

Durante as ações, 115 agressores foram presos por descumprimento de decisões judiciais ou flagrante delito de violência física, sendo 93 em Maceió e 22 em Arapiraca.

“A Patrulha representa hoje a segurança da mulher que antes era presa não só no ciclo de violência, mas no próprio medo de não ser socorrida, de não ser acolhida ou cuidada. É a humanização do atendimento por meio da segurança pública que garante esse sucesso contínuo demonstrado nos números da corporação, na capital e no interior. Hoje a população feminina confia que existe uma saída”, disse a secretária da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas, Maria Silva.

Violência cresce na pandemia

Devido ao isolamento social, o número de denúncias de violências contra a mulher aumentou. Dados do Governo do Estado apontam que em 2019, no período antes da pandemia, a polícia registrou 159 chamados, enquanto que em 2020, foram 354 mulheres.


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