


Moradores da cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, afirmaram que soldados israelenses escavaram sepulturas em diversas ocasiões no cemitério Bani Suhaila, no enclave palestino.
Em novembro, o palestino Bilal Al-Qahwaji enterrou vários membros de sua família no local, incluindo dois irmãos, depois que eles foram mortos em um ataque aéreo israelense. Ele não consegue mais encontrar os corpos.
"Eles (as forças israelenses) desenterraram o local mais uma vez — uma primeira, uma segunda e uma terceira vez", disse ele.
“Não há corpos. Meus mártires estão todos nesta área e eu não os encontrei”, Qahwaji acrescentou, referindo-se a seus parentes mortos.
O exército israelense disse em comunicado que deveria ficar claro que "de forma alguma tem como alvo cemitérios como tal, e não tem nenhuma política de danificar ou profanar cemitérios".
"Durante uma guerra na qual o Hamas se infiltra propositalmente na população civil, inclusive dentro e perto de locais civis como cemitérios, podem ocorrer danos físicos a esses locais", acrescentou o exército.
Os militares israelenses disseram anteriormente que escavaram em Bani Suhaila para encontrar e destruir um túnel que, segundo eles, o grupo islâmico Hamas construiu para abrigar um centro de comando militar -- um uso que, segundo eles, privou o local de proteção legal internacional.
O Estatuto de Roma, fundador do Tribunal Penal Internacional, define a profanação de cadáveres como um crime de guerra.