
Foto: Rádio Sampaio
A Bienal do Livro de Alagoas, que acontece esta semana em Maceió, será palco, nesta sexta-feira (7), do lançamento de quatro livros do padre e escritor Antônio Melo de Almeida, mais conhecido como Padre Motinha. O evento marca um momento especial para a literatura do interior alagoano, reunindo autores de Palmeira dos Índios que integram a Academia Palmeirense de Letras.
Em entrevista ao repórter Rafael Santos, da Rádio Sampaio 94.5 FM, o religioso destacou a alegria de representar a cidade e de participar da retomada da Bienal após o período de pandemia. “Hoje a Bienal volta-se muito para Palmeira. Estaremos lançando livros de quatro escritores palmeirenses, todos da Academia. Entre eles, a Antologia dos 25 anos da Academia Palmeirense de Letras, que reúne textos sobre a história e a trajetória dos nossos autores”, afirmou.
Entre as obras apresentadas por Padre Motinha está o livro “Sopro e a Página”, resultado de seu mestrado na Universidade da Flórida, selecionado pela instituição para publicação. O autor também lança títulos ligados ao projeto “Para Gostar de Ler”, voltado ao público jovem, professores e universitários, com o objetivo de reacender o interesse pela leitura.
“O projeto nasceu da preocupação com a falta do hábito de ler. As pessoas estão presas ao celular, e nossa proposta é escrever pequenos textos inspirados em grandes obras para despertar o desejo de ler as originais. Só a leitura é capaz de formar cidadãos críticos e conscientes”, destacou o escritor.
As novas publicações incluem releituras de clássicos como “Cântico dos Cânticos”, “Tristão e Isolda” e “Marília de Dirceu”, abordando também temas como a cultura afro-brasileira e o combate ao preconceito, que, segundo o autor, é o tema central da Bienal deste ano.
Os lançamentos acontecem a partir das 10h, com destaque para a Antologia da Academia, que será apresentada às 20h, no Centro de Convenções de Maceió, estande 17. Padre Motinha aproveitou para convidar os conterrâneos: “Esperamos que os palmeirenses se façam presentes, porque é um momento de valorização da nossa cultura. Palmeira é e continua sendo a capital da cultura de Alagoas.”
Ao final da entrevista, o sacerdote fez questão de agradecer ao vereador Gileninho Sampaio, diretor da Rádio Sampaio, e a toda a equipe da emissora pelo apoio na divulgação do evento e ao incentivo à cultura local.

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