Opinião de Júnio Almeida: Mil problemas e uma taça

Por: Rádio Sampaio com Júnio Almeida
 / Publicado em 25/03/2025

Júnio Almeida

O CSE é finalista da Copa Alagoas 2025, conseguindo sua classificação após um jogo dramático, decidindo a classificação nas penalidades máximas. Agora encara o Penedense em dois jogos, com o primeiro já nesta quarta-feira.

O Tricolor começou a partida fazendo as bobeiras de sempre, permitindo ao CSA abrir o placar aos 9 minutos, em um chute de grande felicidade de Gustavo Nicola. O CSE só reagiu na segunda etapa, após as mudanças de Parreirinha e gol de falta marcado por Emerson após o desvio de Marcão.

O episódio que transformou a partida aconteceu nos minutos finais da partida, em cruzamento vindo do lado direito, o Atacante Ibson foi segurado por trás pelo lateral Cedric, pênalti para o CSE, o próprio atacante marca, com o 2 a 1, a decisão foi para os pênaltis, e neles, o goleiro Jefferson brilhou defendendo 2 cobranças, coube ao garoto Abner o pênalti decisivo, colocando assim o Tricolor no rumo do bicampeonato.

Infelizmente a vitória ficou em segundo plano, encoberto pelas extracampo e em campo também. Após marcar o gol de Pênalti, o atacante Ibson Melo extravasou. O mesmo correu em direção às cabines de imprensa apresentando os dedos médios de maneira pejorativa, inflamando assim a torcida, a imprensa e as autoridades que ali estavam. O jogador vinha sendo cobrado após sua atuação no primeiro jogo da semifinal, e perdeu a cabeça.

O clube divulgou em sua rede social um vídeo com o atleta pedindo desculpas as autoridades e a torcida, porém dizendo que seu gesto foi direcionado a uma pessoa específica da imprensa. Quem será o cidadão? Esse ato não cabe Punição via TJD e FAF?

O cenário que não se resume a isso, desde a última sexta-feira os ânimos já estavam acirrados por vídeo divulgado no qual a rende do jogo ficaria ao presidente do conselho deliberativo e dito "investidor" do clube.

Ao fim da comemoração da chegada a final outro cenário se colocou, uma confusão generalizada na secretaria do clube, o grupo da presidência versus o do jogador, virando caso de polícia e tudo mais, tudo em virtude da renda da partida.

Pra completar os mil problemas tricolores, na data de ontem, o cerco fechou novamente. Em reuniões com o elenco e comissão técnica, foi cobrado empenho na final, mas sobretudo, de uma divergência com a comissão técnica, que "não escala os jogadores que o presidente trouxe titulares de outra equipe". Cogitando até uma demissão do treinador as vésperas da final.

Fechando os olhos para todos o ocorridos, o CSE entra em campo nesta quarta a noite contra o Penedense. O clube ribeirinho chega na sua segunda final seguida, e em 2025 disputará sua primeira série D, mas já pretende garantir o passaporte para 2026 chegando a esse título.

Para o clube de Palmeira dos Índios, o que devia ser um estado de euforia, é um estado de apreensão. O tempo cobra os erros, porém a taça pode apagar os problemas.

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