
Rodovias — Foto: Entrevias / Divulgação
O Distrito Federal (DF) é o estado mais seguro para dirigir no Brasil, enquanto o Amazonas ocupa a lanterna, segundo o estudo IRIS (Indicadores Rodoviários Integrados de Segurança), divulgado esta semana pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).
O ranking, que avalia 26 estados e o DF em sete pilares como gestão, educação, fiscalização e mortalidade no trânsito, revela profundas desigualdades regionais, com o Sudeste e Centro-Oeste dominando os primeiros lugares.
Com nota máxima de 4,00 em 5, o DF se destaca em fiscalização e vias seguras, seguido pelo Rio Grande do Sul (3,86), Goiás, Paraná e Rio de Janeiro (empatados em terceiro). Mato Grosso do Sul aparece em oitavo (3,3), graças à alta integração municipal ao Sistema Nacional de Trânsito. No fim da tabela, o Amazonas registra apenas 1,86, com falhas graves em educação e normatização, expondo motoristas a riscos elevados.
No Nordeste, a região enfrenta obstáculos comuns, como baixa qualidade de dados do RENAEST e fiscalização ineficaz, o que compromete políticas preventivas. O estado de Alagoas é um dos casos emblemático desse cenário, já que não está entre os melhores e nem entre os piores, mas reflete os gargalos regionais: integração municipal limitada e baixas taxas de infrações por álcool e velocidade – possivelmente por falta de monitoramento, não por adesão – colocam o estado em posição vulnerável, agravando a mortalidade no trânsito, que mata tanto quanto a violência urbana no país.
"Essas disparidades demandam ações urgentes para equalizar recursos e tecnologias", alerta o ONSV. O estudo, baseado em dados de 2024, reforça que apenas sete estados têm portais transparentes sobre estruturas de trânsito, e apela por investimentos em câmeras e educação para reverter 35 mil mortes anuais nas rodovias brasileiras.
