Onda de protestos na Índia após médica ser estuprada e morta em hospital

Médicos protestam contra o estupro e assassinato de uma colega dentro de um hospital público em Calcutá. — Foto: Getty Images via BBC

Mulheres em Calcutá e em todo o Estado de Bengala Ocidental, participam de manifestações- exigindo "independência para viver em liberdade e sem medo". O Dia da Independência da Índia é celebrado nesta quinta-feira (15). Médicos indignados entraram em greve na cidade e em todo o país, exigindo uma lei federal rigorosa para protegê-los.

As manifestações acontecem após uma médica residente, de 31 anos, ter sido encontrada morta em uma unidade hospitalar. Na última sexta-feira (9), a médica se recolheu para descansar em uma sala de seminários, após um turno exaustivo em um dos hospitais mais antigos da Índia. Foi a última vez que ela foi vista com vida.

Na manhã seguinte, seus colegas encontraram seu corpo seminu no palco, com ferimentos extensos. Mais tarde, a polícia prendeu um voluntário do hospital por conexão com o que eles dizem ser um caso de estupro e assassinato no Hospital Universitário RG Kar, uma instituição de 138 anos, na cidade de Calcutá.

O trágico incidente voltou a colocar em evidência a violência contra médicos e enfermeiros no país. Relatos de médicos, independentemente do gênero, sendo agredidos por pacientes e seus parentes ganharam muita atenção.

As mulheres — que representam quase 30% dos médicos na Índia e 80% da equipe de enfermagem — são mais vulneráveis ​​do que seus colegas homens.

O crime no hospital de Calcutá na semana passada expôs os riscos de segurança alarmantes enfrentados por equipes médicas em várias unidades públicas de saúde da Índia.

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