


O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, e líderes da União Europeia denunciaram no sábado (4) uma onda recente de ataques contra políticos na Alemanha, incluindo a ação que enviou um membro do Parlamento Europeu ao hospital com ferimentos graves.
Matthias Ecke, de 41 anos, membro do Partido Social-Democrata (SPD) de Scholz, foi agredido e chutado na sexta-feira (3) por um grupo de quatro pessoas. No momento do ataque, o político pendurava pôsteres em Dresden, capital da Saxônia, no leste do país, segundo a polícia. Uma fonte do SPD disse que os ferimentos exigiriam uma cirurgia.
“A democracia é ameaçada por esse tipo de coisa”, afirmou Scholz em uma convenção de socialistas europeus em Berlim.
Os ataques são exemplos de uma violência maior na Alemanha nos últimos anos, frequentemente da extrema direita e especialmente contra políticos de esquerda. A agência de inteligência doméstica BfV diz que o extremismo de extrema direita é a maior ameaça à democracia da Alemanha.
O premiê da Saxônia, o conservador Michael Kretschmer, disse que esse tipo de agressão e tentativas de intimidação lembram o período “mais sombrio” da história da Alemanha, uma referência ao governo nazista.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leven, uma ex-ministra conservadora da Alemanha, e a líder italiana do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, condenaram o ataque contra Ecke.
“Os culpados precisam ser responsabilizados”, afirmou Von der Leyen no X.
A ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, prometeu “ações duras e mais medidas de proteção” em resposta aos ataques.