
Cidade gaúcha após as chuvas | Foto: Força Aérea Brasileira
Nesta quarta-feira (1°), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse que as fortes chuvas que atingem o estado vão caracterizar o “maior desastre já enfrentado” pelos gaúchos. Segundo ele, a diferença entre a situação decorrente das chuvas deste ano para a de 2023 é que agora há uma maior dificuldade para realizar resgates.
“A diferença do que aconteceu no ano passado é que, momento crítico, no vale do Taquari, nós tivemos uma enxurrada, mas em seguida, o tempo nos deu condição de entrar em campo para fazer socorro, resgate, salvar centenas de vidas naquelas condições. Atualmente, estamos tendo muitas dificuldades para colocar as equipes em campo, seja do Exército, seja da Brigada Militar, seja do Corpo de Bombeiros, nós estamos tendo muitas dificuldades de fazer os resgates”, explicou Leite.
Até o momento, 10 mortes foram registradas no estado. O governador disse que o número tende a aumentar muito.
Amanhã (2), cidades já afetadas por alagamentos podem sofrer com tempestades.
Ajuda do Governo Federal
Após o governador falar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, este manifestou sua intenção de ir até o estado nessa quinta-feira. Além disso, Eduardo Leite também pediu ajuda das Forças Armadas para a realização dos resgates.
“Reforcei que precisamos da participação efetiva e integral das Forças Armadas na coordenação deste momento, que é como o de uma guerra. Não temos um inimigo para ser combatido, mas temos muitos obstáculos para serem superados e precisamos da atuação das Forças Armadas”, declarou.
