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Número de mortos na Venezuela após terremoto sobe para 3.811, afirma governo

Rádio Sampaio com G1
Publicado 09/07/2026

O número de mortos pelos terremotos gêmeos na Venezuela subiu para 3.811, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Jorge Rodríguez.

Diante da situação, as autoridades venezuelanas precisaram criar um cemitério de emergência, localizado a cerca de uma hora de carro de La Guaira, a região mais afetada pelos tremores.

O cemitério de emergência foi construído em uma área afastada do cemitério de La Esperanza.

O último balanço aponta para 16.740 feridos e mostra que o número de desabrigados subiu para 17.907.

Terremotos

Os dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela em 24 de junho deixaram um rastro de destruição como não se via no país há mais de um século.

As longas fileiras de cruzes brancas, destinadas a marcar os túmulos das vítimas do terremoto, se espalham pelo topo de uma colina nessa região montanhosa, retratando a dimensão da tragédia que mantém a Venezuela de luto.

Para lá, chegam continuamente caminhões carregados com os corpos das vítimas do terremoto.

As retroescavadeiras abriram uma área ampla para receber os corpos que foram resgatados dos escombros.

A maquinaria pesada trabalha há mais de 10 dias escavando as valas.

"Começamos este trabalho, que tem sido feito com dedicação e amor, junto a uma equipe de voluntários e pessoas que realmente se empenharam porque isso partiu delas e porque conhecem a situação em que estamos", explicou à BBC Mundo o líder comunitário Elis Zabala.

As autoridades afirmam que não se trata de uma vala comum e que cada sepultamento é realizado de forma individual.

Os familiares das vítimas não estão presentes para dar o último adeus, já que apenas alguns trabalhadores e funcionários estão autorizados a permanecer no local dos sepultamentos.

Trabalhadores preparam sepulturas no dia do enterro das vítimas do terremoto, após os tremores de 24 de junho, no Cemitério La Esperanza, em La Guaira, Venezuela — Foto: REUTERS/Adriano Machado

Trabalhadores preparam sepulturas no dia do enterro das vítimas do terremoto, após os tremores de 24 de junho, no Cemitério La Esperanza, em La Guaira, Venezuela — Foto: REUTERS/Adriano Machado

Cada túmulo conta com uma cruz, pedras brancas e um código de identificação que permite vincular o corpo a um registro e ao respectivo arquivo fotográfico.

No entanto, infelizmente, muitos dos corpos ainda não puderam ser identificados.

Uma das principais críticas feitas nos dias após os terremotos atingirem a Venezuela foi a falta de equipes oficiais de resgate para localizar os corpos das pessoas dadas como desaparecidas.

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