


Israel intensificou na terça-feira (16), seus ataques contra a Faixa de Gaza, onde três bombardeios, um deles contra uma escola que abrigava deslocados, deixaram dezenas de mortos, segundo as autoridades locais, após as críticas dos Estados Unidos pelo elevado número de vítimas civis em sua guerra contra o movimento islamista Hamas.
Mohammed al Mughair, funcionário da Defesa Civil, declarou que 48 pessoas morreram, elevando a cifra anterior, de 44, informada à tarde pelo porta-voz da organização, Mahmud Basal, no contexto do que ele havia descrito como "três massacres [ocorridos] em menos de uma hora".
Segundo o Exército de Israel, o Hamas "se aproveita das estruturas civis e da população como escudo humano". Em um intervalo de dez dias, pelo menos sete escolas, muitas delas administradas pela UNRWA, foram alvo de ataques das forças israelenses.
Horas antes, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Matthew Miller, afirmou que o número de vítimas civis no conflito "ainda é inaceitavelmente elevado".