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A legislação de trânsito que entra em vigor em 2026 vai endurecer o combate ao uso de celular ao volante em todo o Brasil. Pela nova regra, qualquer tipo de manuseio do aparelho durante a condução do veículo passa a ser tratado com a mesma gravidade de dirigir sob efeito de álcool, adotando tolerância zero para distrações no trânsito.
A mudança reforça uma tendência já observada nos últimos anos, diante do crescimento dos acidentes provocados por motoristas distraídos. Estudos de segurança viária apontam o celular como um dos principais fatores de risco nas ruas e rodovias, já que o uso do aparelho combina três tipos de distração ao mesmo tempo: visual, ao tirar os olhos da via; manual, ao retirar as mãos do volante; e cognitiva, ao desviar o raciocínio da condução.
Com a nova lei de trânsito 2026, ações como enviar mensagens, atender ligações, acessar redes sociais ou segurar o telefone para uso de GPS passam a ser tratadas como condutas de alto risco. A infração permanece classificada como gravíssima, com aplicação de multa elevada e registro de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A norma reforça que a distração ao volante deve ser interpretada de forma equivalente à embriaguez na direção.
A legislação deixa claro que o uso do celular continua proibido mesmo em situações como congestionamentos, semáforos fechados ou filas, uma vez que o ato de conduzir inclui todos os momentos em que o veículo está na via, ainda que parado temporariamente.
Segundo especialistas, poucos segundos olhando para a tela são suficientes para reduzir drasticamente o tempo de reação do motorista. Em velocidades urbanas ou rodoviárias, o veículo pode percorrer dezenas de metros sem controle efetivo, aumentando o risco de colisões, atropelamentos e acidentes fatais.
O endurecimento da lei busca ampliar a conscientização e reduzir de forma direta os índices de acidentes causados por distração. A nova norma reforça que dirigir exige atenção total e que nenhuma mensagem, ligação ou notificação justifica colocar em risco a vida de pedestres, ciclistas e outros condutores.
