
Deputados da oposição ocupam a Mesa da Câmara — Foto: Brenno Carvalho
Diante de um motim de parlamentares da oposição para impedir os trabalhos do Congresso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conseguiu abrir a sessão da Casa na noite de ontem e criticou a obstrução em função dos protestos pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Deputados tentaram resistir com tumulto, gritaria e empurra-empurra, e Motta ficou em pé ao lado da cadeira da presidência por cerca de dez minutos até conseguir ocupar o assento. Com a escalada da radicalização, ele disse que agressões não resolvem os problemas do país e que tampouco “a democracia pode ser negociada”.
Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) agendou para hoje uma sessão virtual para votar a ampliação da isenção de Imposto de Renda (IR) para quem recebe até dois salários mínimos, iniciativa proposta pelo governo Lula que já está em vigor por meio de uma MP que expira na segunda-feira. Aliado de Lula, Alcolumbre manteve o tom do primeiro dia de obstrução, quando chamou a ação de “arbitrária”:
“Não aceitarei intimidações nem tentativas de constrangimento à Presidência do Senado. O Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento. Seguiremos votando matérias de interesse da população, como o projeto que assegura a isenção do Imposto de Renda para milhões de brasileiros que recebem até dois salários mínimos. A democracia se faz com diálogo, mas também com responsabilidade e firmeza”, disse Alcolumbre em nota.
