
Máquinas retiram lama das ruas após enchentes que inundaram cidades de Alagoas — Foto: Reprodução/TV Gazeta
Com a trégua das chuvas que deixaram 32 municípios em situação de emergência em Alagoas, os níveis dos rios que transbordaram baixaram e saíram da classificação de "alerta" para "normalidade" nesta terça-feira (11). Contudo, à medida que a água baixa, um cenário de destruição vai se revelando.
Com as ruas secando, muitas pessoas começam a voltar para as suas casas. Com isso, o número de desalojados e desabrigados caiu drasticamente, passando de 25 mil para pouco mais de 7 mil. Um homem morreu levado pela enxurrada em Joaquim Gomes.
O momento é de contabilizar prejuízos e tentar reconstruir a vida. Mas essas famílias ainda dependem de ajuda por que não dá para recuperar comida, colchões, eletrodomésticos e móveis básicos que foram estragos pela água. Muita gente perdeu tudo, restando apenas a casa.
"Tive que escolher umas coisas e deixar outras [quando o rio subiu]. Todo ano a gente faz assim. Perde, ganha", lamentou o agricultor José Amaro de Araújo, tentando recuperar sua vida em Jacuípe, município da região Norte do estado.
Em situação ainda pior, quem teve as residências destruídas pela enchente continua em abrigos à espera de uma solução. A dona de casa Maria Cristina dos Santos, abrigada em uma escola, aguardava para receber um prato de comida de pé em uma fila. "Estou aqui doente, com o pé quebrado, com febre, gripada por causa dessa água", disse.
Com as escolas estiverem sendo utilizadas como abrigos improvisados para as vítimas das chuvas, as aulas nessas unidades de ensino vão ficar suspensas.
Enquanto as crianças têm o ano letivo atrasado pela emergência que se impõe, os adultos tentam limpar a lama, lavar o que sobrou das suas casas e retomar a vida arrasada mais uma vez pela chuva.
