
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que "não haverá um Estado palestino", em resposta ao movimento de líderes mundiais de reconhecerem formalmente o Estado da Palestina.
Netanyahu argumentou que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, estaria "dando uma grande recompensa ao terrorismo", em referência ao ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a atual guerra.
"Durante anos eu impedi a criação de um Estado palestino, apesar das pressões internas e internacionais", disse Netanyahu. "Fizemos isso com determinação e com sabedoria diplomática. Além disso, dobramos o assentamento judeu na Judeia e Samaria – e continuaremos por este caminho", acrescentou.
O líder israelense disse que dará uma resposta após retornar dos Estados Unidos, onde se encontrará com Donald Trump e Javioer Milei na próxima semana.
Com a decisão deste domingo, Reino Unido, Canadá e Austrália se alinham a cerca de 140 países que também apoiam a aspiração dos palestinos de uma pátria independente dos territórios ocupados por Israel. Além disso, Portugal também anunciou reconhecimento.
A decisão do Reino Unido teve um peso simbólico especial, devido ao seu importante papel na criação de Israel como uma nação moderna após a Segunda Guerra Mundial.
"Hoje, para reavivar a esperança de paz para os palestinos e israelenses e uma solução de dois Estados, o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina", disse o primeiro-ministro Keir Starmer no X.

