
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em ato neste domingo (16) • Reprodução/YouTube Silas Malafaia
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse no domingo (16) que "não derrotaram e nem derrotarão o bolsonarismo." Ele também enfileirou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamou denúncia de tentativa de golpe de Estado de "historinha" e afirmou que projeto de lei de anistia a presos pelos atos golpistas do 8 de janeiro será aprovado no Congresso Nacional.
Deu essas e outras declarações em longo discurso durante manifestação que reuniu apoiadores e aliados na orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
O protesto ocorreu em meio ao avanço de investigações sobre a trama golpista. O primeiro julgamento está marcado para 25 de março no STF.
Eleições
Além de pressionar senadores e deputados pela aprovação do projeto de anistia, Bolsonaro também discursou em clima de campanha para as eleições de 2026. Inelegível até 2030, afirmou que não sairá do Brasil e que um pleito sem ele "é negar a democracia" no país. Nesse sentido, desafiou: "Se eu sou tão ruim assim, me derrote".
Segundo Bolsonaro, há "uma esperança" em relação à eleição do ano que vem, porque, para ele, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) "será isento". Moraes era o presidente da corte em 2022. Em 2026, o presidente será o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro ao STF.
"Eles não derrotaram e nem derrotarão o bolsonarismo. Aqueles que defendem Deus, pátria, família e liberdade, nós estamos mais fortes e peço a vocês, por ocasião das eleições do ano que vem: me deem 50% da Câmara e 50% do Senado. Que eu mudo os destinos do nosso Brasil. Tenham certeza", disse.
