Na Argentina, governo fará 'teste de idoneidade' com 40 mil funcionários públicos; reprovados serão demitidos

Javier Milei | Foto: Tomas Cuesta/Getty Images

O governo da Argentina anunciou na quinta-feira (10) que irá submeter a um "teste de idoneidade" cerca de 40 mil funcionários públicos. Aqueles que não conseguirem passar serão exonerados.

Segundo o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni, o teste será obrigatório para todos os funcionários do Estado com contratos previstos para vencer em 31 de dezembro.

A assinatura de contratos é uma prática habitual no setor público argentino. No país, há funcionários permanentes e outros com acordos renovados todo fim de ano.

"Será um requisito necessário, mas não suficiente. Depois, logicamente, vão definir a renovação ou não pelos parâmetros usuais de se a pessoa merece a renovação do contrato", afirmou Adorni.

O porta-voz explicou que, nesta primeira etapa, ficarão de fora da avaliação os trabalhadores com deficiência, "já que os sistemas requerem adaptação adicional".

Desde que assumiu, em dezembro do ano passado, o governo do presidenteJavier Milei  aplica um forte ajuste fiscal que denominou de política "da motosserra".

Isso resultou em um encolhimento do Estado, que, entre outras coisas, se traduziu na eliminação do Ministério da Mulher, no rebaixamento da pasta de Educação para o status de secretaria - e na supressão de organismos como o de violência de gênero, o de luta contra a discriminação e o Instituto de Assuntos Indígenas.

Essas decisões implicaram em demissões e pela decisão governamental de frear as obras públicas.

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