Musk diz que Trump concorda em fechar agência dos EUA responsável por 40% de ajuda humanitária no mundo

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 03/02/2025

Donald Trump e Elon Musk- Reprodução

O bilionário Elon Musk, que lidera os esforços do governo Trump para reduzir o tamanho do governo dos EUA, afirmou nesta segunda-feira (3) que está trabalhando para fechar a Agência dos Estados para o Desenvolvimento Internacional (USaid, na sigla em inglês), órgão de ajuda externa do governo norte-americano.

“Ficou evidente que não se trata de uma maçã com um verme dentro, o que temos é simplesmente um ninho de vermes. Temos que nos livrar de tudo, está além de qualquer conserto. Vamos fechá-la”, disse Musk sobre a USaid, acrescentando que o presidente Trump concorda que a agência deve ser fechada.

A USaid é o maior doador individual do mundo. No ano fiscal de 2023, os EUA destinaram por meio da agência um total de US$ 72 bilhões (cerca de R$ 420,7 bi) em ajuda humanitária para diversas áreas, incluindo saúde feminina em zonas de conflito, acesso à água potável, tratamentos para HIV/AIDS, segurança energética e combate à corrupção. Em 2024, a agência forneceu 42% de toda a ajuda humanitária no mundo rastreada pelas Nações Unidas (ONU).

O site da USaid ficou fora do ar desde sábado, e alguns usuários ainda não conseguiam o acessar no domingo. O site da agência, que tem mais de 10 mil funcionários, permanecia fora do ar até a última atualização desta reportagem, na manhã desta segunda-feira. A conta da USaid no Instagram, que tem mais de 400 mil seguidores, está suspensa.

A Reuters informou no domingo que o governo Trump removeu dois altos funcionários de segurança da USaid durante o fim de semana, após tentarem impedir representantes do DOGE de acessarem áreas restritas do prédio do órgão, segundo três fontes ouvidas pela agência de notícias.

Após esse episódio, Musk chamou a USaid de "organização criminosa". "A USaid é uma organização criminosa. É hora de acabar com ela", afirmou em resposta a um comentário no X no domingo.

Trump ordenou na semana passada um congelamento global na maioria dos fundos de ajuda externa dos EUA, como parte de sua política “EUA Primeiro”, o que já está causando impacto em diversas partes do mundo. Hospitais de campanha em campos de refugiados na Tailândia, remoção de minas terrestres em zonas de guerra e medicamentos para milhões de pessoas com doenças como HIV estão entre os programas em risco de serem eliminados.

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