Músicos protestam contra decreto que proibiu música ao vivo nos bares e restaurantes de AL

Músicos de Alagoas protestam em frente ao Alagoinhas contra medida que proíbe som ao vivo em bares e restaurantes — Foto: Gabi Leite

Músicos e produtores de Alagoas protestaram neste sexta-feira (25) na Ponta Verde, em Maceió. Eles cobram que o Governo de Alagoas modifique a parte do decreto de emergência que proibiu música ao vivo nos bares e restaurantes do estado durante 15 dias.

A categoria também quer que, caso o decreto não seja alterado, o Governo de Alagoas conceda um auxílio durante o período em que os profissionais estiverem impedidos de trabalhar com música ao vivo. Por volta das 19 horas, os músicos informaram que uma reunião foi marcada entre eles e um representante do governo para a manhã da segunda-feira (28).

A manifestação começou por volta das 16h20 e terminou às 19h. Os artistas levaram cartazes e usaram máscaras. Eles se concentraram no Alagoinhas e foram a pé até a frente do prédio em que mora o governador Renan Filho (MDB).

A cantora e comunicadora alagoana Gabi Leite é uma das organizadoras do protesto. Ela canta profissionalmente há 7 anos no estado e acredita que a proibição atrapalha o trabalho dos músicos locais, e disse que acha injusto a classe ter sido a única afetada após o novo decreto. Mais de 300 músicos e profissionais do ramo estão unidos contra a medida.

“O intuito do protesto é reivindicar esse último decreto do governo, que nos proíbe de trabalhar durante esses 15 dias, que seriam os dias que mais a gente trabalharia. E vamos ficar sem renda para pagar nossas contas, não nos deram nenhum auxílio. Não somos contra as medidas de proteção contra a Covid-19, mas a gente precisa trabalhar. Somos pais e mães de família. Essa proibição é realmente injusta, estamos com as mãos atadas”, disse Leite.

O novo decreto emergencial do estado no combate ao novo coronavírus determinou na quarta-feira (23) que os bares e restaurantes passassem a funcionar somente até meia-noite a partir do dia 24 de dezembro. Além disso, a música ao vivo foi proibida nos estabelecimentos por 15 dias.

Ainda segundo Gabi Leite, o protesto foi pacífico e contou com o auxílio de um carro de som. Ela contou que a categoria quer se reunir com o governador para achar alguma solução para os profissionais.

“Centenas de famílias que estão desamparadas agora entre músicos, cantores, houdings, produção, entre outros. Nós já ficamos 6 meses parados, muitos de nós não conseguimos o auxílio, se bem que o auxílio não ajuda muita coisa. Agora que a gente estava começando a organizar a nossa vida, veio essa proibição que nos pegou de surpresa. Tivemos festas canceladas. A gente tá querendo isso, que essa questão seja revista. Revisto o decreto, ou que a gente volte a trabalhar ou nos dê um auxílio durante essa parada, só que sem nada a gente não pode ficar”, concluiu.


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