
Micilene e seu ex- companheiro, Lucas — Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Paraíba foi marcada por duas tragédias em menos de 24 horas, com o registro de dois feminicídios ocorridos entre quinta (18) e sexta-feira (19). Os casos aconteceram nas cidades de Nova Floresta e João Pessoa e têm em comum a violência extrema e o fato de terem sido praticados, segundo a Polícia Civil, por ex-companheiros das vítimas que não aceitavam o fim do relacionamento.
Na capital, João Pessoa, a auxiliar de serviços gerais Micilene Gomes de Souza, de 26 anos, foi assassinada com mais de 100 facadas na tarde desta sexta-feira (19), no bairro Valentina de Figueiredo. O crime aconteceu na frente dos dois filhos pequenos do casal, de 5 e 3 anos de idade.
De acordo com a Polícia Civil, o autor do crime seria Lucas Farias dos Santos, de 28 anos, ex-companheiro da vítima, de quem estava separado há cerca de um mês. Após o ataque, ele fugiu e segue foragido. As buscas continuam e denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 197 ou pelo 190 da Polícia Militar.
Micilene trabalhava no Hospital da Mulher, em João Pessoa, e a notícia do assassinato causou grande comoção entre colegas e moradores da região. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC), que confirmou a brutalidade do crime. O caso está sendo investigado como feminicídio.
Já na tarde da quinta-feira (18), em Nova Floresta, no Curimataú paraibano, Ana Kely Oliveira da Silva, de 32 anos, foi morta a facadas dentro de uma academia. O ataque ocorreu na frente de uma de suas filhas. Ela chegou a ser socorrida e levada para o hospital de Picuí, mas não resistiu.
Segundo as investigações, o suspeito é o ex-marido da vítima, que não aceitava o término do relacionamento. Ele também está foragido. Ana Kely era mãe de cinco filhos.
Os dois casos reforçam a gravidade da violência contra a mulher no estado. A Polícia Civil trata ambos como feminicídios — crime previsto em lei para caracterizar homicídios praticados em razão da condição de gênero da vítima.
