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MPAL pede internação provisória de adolescente suspeito de agressão que matou homem em Igaci

Rádio Sampaio com Assessoria
Publicado 11/09/2026
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) pediu à Justiça a internação provisória do adolescente suspeito de agredir Fábio Caetano da Silva, de 39 anos, em Igaci, no Agreste de Alagoas. A vítima sofreu graves lesões internas após uma agressão de natureza sexual, passou por cirurgia no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, e morreu na quarta-feira (9), um dia após o ocorrido.

A representação foi apresentada pelo promotor de Justiça Kleytionne Sousa nessa quinta-feira (10) e aponta, em tese, ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado. O pedido de internação tem caráter cautelar e será analisado pelo Poder Judiciário.

Segundo os elementos reunidos até o momento, Fábio teria sido derrubado e imobilizado pelo adolescente durante uma discussão no dia 8. Na sequência, teria ocorrido a introdução forçada de um pedaço de madeira de grande porte na região anal, provocando perfurações e graves lesões internas.

Fábio foi encontrado por volta das 6h, caído em uma calçada, desacordado e com intenso sangramento, além de ferimentos na cabeça. Ele foi socorrido e levado ao HEA, onde passou por uma cirurgia de aproximadamente quatro horas. Após o procedimento, permaneceu intubado e em estado gravíssimo, mas não resistiu.

De acordo com o MPAL, a forma de execução, a imobilização da vítima, a situação de vulnerabilidade, o instrumento utilizado e a intensidade da violência indicam, em tese, circunstâncias compatíveis com homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de meio cruel.

O adolescente foi localizado pela Polícia Civil e, conforme informações iniciais, teria confessado a agressão durante a abordagem. Ele foi encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios.

O MPAL também solicitou ao Judiciário que oficie o Instituto Médico Legal (IML) para encaminhamento do laudo do exame cadavérico. A investigação continua, e a eventual aplicação de medida socioeducativa será definida pela Justiça após a análise das provas.

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