
MP cumpre mandados contra suspeitos de praticar fraudes fiscais em Alagoas
O Ministério Público de Alagoas realiza na manhã desta terça-feira (13) a operação Ponto Final, cujo objetivo é desarticular um esquema especializado em fraudes fiscais, que ultrapassam R$ 42 milhões. Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 17ª Vara Criminal da capital.
Entre os alvos da operação, estão três pessoas que estão presas no sistema prisional suspeitas de participar da morte do auditor fiscal João Assis, assassinado no dia 26 de agosto. São elas: Ronaldo Gomes de Araújo, Ricardo Gomes de Araújo e Maria Selma Gomes Meira.
Os mandados também estão sendo cumpridos em quatro empresas localizadas no bairro do Tabuleiro, que vendem bebidas e cigarros, além de imóveis.
Na ação, foram apreendidos uma grande quantidade de cigarros contrabandeados e bebidas apreendidas que não tinha notas fiscais. Foram apreendidos ainda R$ 51.260 e cédulas de moedas estrangeiras.
O nome “Ponto final” faz referência a um dos estabelecimentos usados pela organização criminosa que causou prejuízo milionário aos cofres públicos.
O promotor Cyro Blatter e o secretário Flávio Saraiva acompanham a operação.
Todas as forças públicas do Estados se uniram nessa ação, Ministério Público, Receita Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria da Fazenda. Foram 16 alvos e um caminhão encontramos um vasto material sem nota fiscal, como bebidas, cigarros e também carvão, que estava sendo reembalado e utilizado para outros fins.Estamos nos dando com uma organização que cometeu crimes tributários, crimes de contrabando, como também crime contra a ordem ambiental", disse o superintendente da Receita Federal Francisco Suruagy.
Um dos alvos da ação foi o estabelecimento onde o auditor fiscal Francisco Assis foi assassinado. "Encontramos também o documento que o auditor fiscal autuou a empresa, em maio deste ano. Nosso colega fez a autuação, teve o pagamento e o reconhecimento da autuação do nosso colega", afirma.
