Morre militar baleada em ataque perto da Casa Branca

Membros da Guarda Nacional atrás de fitas amarelas, após dois integrantes da Guarda terem sido baleados perto da Casa Branca, em Washington | Foto: Nathan Howard/Reuters

A militar da Guarda Nacional que foi baleada em um ataque perto da Casa Branca morreu, informou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (27). O outro soldado atingido permanece em estado grave.

A vítima foi identificada como Sarah Beckstrom, de 20 anos. Mais cedo, o pai dela havia dito que a filha sofreu um ferimento fatal e não iria conseguir se recuperar.

“Sarah Beckstrom, da Virgínia Ocidental, uma das militares de que estamos falando — muito respeitada, jovem, uma pessoa magnífica… Ela acabou de morrer. Não está mais entre nós”, disse Trump.

O outro soldado, Andrew Wolfe, de 24 anos, está “lutando pela vida”, segundo o presidente. Trump afirmou ainda que o autor do ataque, Rahmanullah Lakanwal, também está em estado crítico.

Sarah e Wolfe estavam em Washington desde agosto e participavam de uma intervenção federal na segurança da capital americana, determinada por Trump. Mais de 2 mil integrantes da Guarda Nacional estão na cidade.

O presidente justifica a operação como parte do esforço para combater a violência e retirar das ruas pessoas em situação de rua e suspeitos de crimes. Após o ataque, determinou o envio de mais 500 soldados para Washington.

O FBI e o Departamento de Justiça investigam as motivações do ataque.

O ataque

O ataque aconteceu por volta das 14h30 de quarta-feira (26), no horário local (16h30 em Brasília), a poucos quarteirões da Casa Branca. O tiroteio ocorreu perto de um parque movimentado, cercado por restaurantes e cafeterias.

Trump e o vice-presidente J.D. Vance não estavam na Casa Branca no momento do ataque. Ambos deixaram Washington por causa do feriado de Ação de Graças, comemorado nesta quinta-feira.

Mais tarde, em um pronunciamento, o presidente classificou o caso como um “ato de terror”. Já o Departamento de Justiça dos Estados Unidos investiga o caso como terrorismo. As autoridades acreditam que Rahmanullah Lakanwal agiu sozinho.

Segundo o diretor da CIA, John Ratcliffe, Lakanwal trabalhou com o governo americano, incluindo a Agência Central de Inteligência, no Afeganistão. Ele entrou nos Estados Unidos em 2021.

A imprensa americana informou que o afegão pediu asilo aos Estados Unidos em 2024, ainda durante o governo de Joe Biden. O pedido foi aceito em abril deste ano pelo governo de Donald Trump.

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