Mudança de nome profissional
Trabalhou também em Piracicaba antes de chegar ao Rio de Janeiro, em 1952, para trabalhar na Rádio Globo. Em terras cariocas, logo passou por uma mudança importante. O jornalista Luiz Mendes achava complicado o nome Bellinaso Neto, usado profissionalmente pelo recém-chegado. Sugeriu uma mudança, ideia acatada de imediato. Surgiu ali Léo Batista.
— Curioso é que a minha família... Minha irmã, minha mãe... Nunca mais me chamaram de outro nome que não fosse Léo — contou em entrevista ao Memória Globo.
Em 1955, a convite do mesmo Luiz Mendes que sugerira a troca de nome, apareceu a primeira oportunidade na televisão. Mesmo assustado pela falta de intimidade com o veículo, Léo Batista topou a ideia e passou a trabalhar na TV Rio.
Precursor dos programas esportivos da Globo
Enquanto ganhava intimidade com a televisão, o jornalista atuava em outras áreas. Destacou-se, por exemplo, na função de apresentador de lutas de boxe. Era o responsável por chamar os lutadores e ao ringue e por anunciar o resultado ao fim do combate.
Na TV, a carreira ia bem. Passou também pela TV Excelsior antes de chegar à Globo, em 1970. Na empresa, Léo Batista foi um precursor de quase todos os programas esportivos. Participou do surgimento do Esporte Espetacular em 1973 e apresentou o Copa Brasil, que deu origem ao Globo Esporte em 1978.
Léo atuou também fora do esporte, apresentando, por exemplo, o Jornal Nacional, o Jornal Hoje e desfiles do Carnaval carioca. Foi no Fantástico que ele deixou sua marca de maneira mais impactante. Primeiro, ao anunciar os resultados da loteria esportiva ao lado de uma zebrinha. Depois, com o surgimento do quadro Gols do Fantástico.


