


Na madrugada de hoje (13), por volta da 1h45, foi a óbito a bebê Indi Gregory, de oito meses, em decorrência do desligamento dos aparelhos que a mantinham viva, no último domingo (12), pela equipe médica do Queen’s Medical Centre, em Nottingham, na Inglaterra. Indi sofria de uma doença mitocondrial sem cura, mas seus pais pediam para que os aparelhos não fossem desligados. O pedido foi rejeitado pela Justiça do Reino Unido.
A bebê já havia recebido cidadania italiana, para que pudesse continuar o seu tratamento na Itália. O hospital pediátrico Bambino Gesù, do Vaticano, também havia se disposto a receber Indi. Dean e Claire, pais de Gregory, entraram em uma batalha judicial e, no pedido mais recente, buscaram retirá-la do hospital inglês para levá-la à Itália.
Na última sexta-feira (10), entretanto, o juiz do Tribunal de Apelação britânico, Peter Jackson, considerou o recurso “totalmente sem mérito”. A decisão de Jackson foi seguida por outros magistrados. Os médicos do Queen’s Medical Centre alegaram que a bebê já não tinha mais consciência do que acontecia ao seu redor e consideravam melhor que ela morresse sem sofrer dores, no hospital.
“A vida de Indi terminou à 1h45 da manhã [no horário local]. Claire e eu estamos com raiva, envergonhados e com o coração partido”, disse Dean, em comunicado. "O serviço de saúde nacional e os tribunais não apenas lhe tiraram a chance de viver, mas também a dignidade de morrer em sua própria casa. Eles conseguiram tirar o corpo e a dignidade de Indi, mas nunca poderão tirar sua alma", acrescentou.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, lamentou o ocorrido em suas redes sociais. “Fizemos tudo o que podíamos. Tudo o que era possível. Infelizmente, não foi suficiente. ‘Boa viagem’, Indi”, escreveu. Anteriormente, Meloni havia dito que faria o que pudesse para defender a vida da bebê e o direito dos pais de fazerem o que pudessem por ela.
No sábado (11), o Papa Francisco disse que abraçava a família da bebê e rezava por ela e por todas as crianças que estavam “vivendo com dor ou arriscando a vida por causa de doenças e guerras”.