
Moradores de cidades de Alagoas atingidas pelas chuvas avaliam prejuízos
Moradores de cidades de Alagoas que foram atingidas pelas chuvas aproveitaram que os níveis dos rios baixaram nesta terça-feira (5) para limpar as casas, avaliar os prejuízos e tentar resgatar o que resistiu ao temporal. O número de pessoas afetadas no estado passou de 66 mil.
Em Jacuípe, 3 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas. Há 350 desabrigadas e 2.650 desalojadas.
O aposentado José Amaro não conseguiu salvar muita coisa, mas está aliviado por ter conseguido recuperar o álbum da família.
"Lembranças da minha mãe, do meu pai, meu filho, minha filha. Isso representa para mim que estamos com saúde, com a família e não perdemos a vida", contou.
O município de União dos Palmares tem 2.155 afetados pelas chuvas. São 385 pessoas desabrigadas e 1.770 desalojadas.
A moradora Rosilda perdeu tudo o que tinha dentro de casa com o transbordamento do rio Mundaú. "Minha perda foi total. Perdi tudo. Foi horrível. Sabíamos que os rios estavam cheios, mas não esperávamos que chegasse a tanto. Foi muita água. Às 2h da manhã muita gente acordou já com a casa alagada. Só deu para salvar os documentos", contou.
São José da Laje e Murici juntos têm mais de 6 mil pessoas desabrigadas e desalojadas. Depois que água dos rios começaram a baixar, as casas e as ruas ficaram tomadas pela lama.
Pilar, na região metropolitana de Maceió, tem 3.726 pessoas afetadas pelas chuvas, sendo 172 desabrigadas e 3.554 desalojadas.
A Prefeitura iniciou uma operação de limpeza das ruas, porque depois que água baixou, sobrou muita lama. Alguns moradores já conseguiram voltar para casa e outros esperam o nível da água diminuir mais para conseguir iniciar a limpeza.
Com mais de 3 mil pessoas abrigadas em escolas e instituições, a Prefeitura de Maceió decidiu adiar a volta às aulas da rede municipal.
Os abrigos estão cheios de moradores de bairros às margens da Lagoa Mundaú, que encheu por causa do transbordamento dos rios no interior do estado.
