Modelo Eloisa Fontes recebe alta de hospital do Rio e retorna a Alagoas

Modelo alagoana Eloisa Pinto Fontes, de 26 anos

A modelo alagoana Eloisa Pinto Fontes, de 26 anos, recebeu alta hospitalar nessa quarta-feira (26), depois de ficar 22 dias internada em um hospital psiquiátrico do Rio de Janeiro. A jovem, foi encontrada no dia 6 de outubro, desorientada, no Morro do Cantagalo.

Luciene Fontes, mãe da modelo, chegou ao Rio por volta de 6h para autorizar a saída da filha do Instituto Philippe Pinel, em Botafogo.

Na madrugada de ontem, Eloisa retornou com a mãe para a cidade de Piranhas, no sertão de Alagoas, com a ajuda de uma vaquinha feita pelos amigos, que arrecadou R$ 1.600.

Com parte do valor, cerca de R$ 800, foram compradas as passagens da jovem e de sua mãe. O restante foi entregue para Luciene pagar despesas da viagem e o que precisassem.

ANSIOSA PARA RECEBER ALTA

A modelo estava ansiosa para receber alta hospitalar, e sempre questionava o amigo Assis sobre sua liberação. Na quarta-feira, ainda sob efeito dos medicamentos, Eloisa avistou a mãe no hall da unidade de saúde e lhe deu um forte abraço, e disse que queria comer pastel e tomar caldo de cana.

— Já estava tudo combinado com o hospital. A mãe dela chegou, estava triste, sabe que a situação da filha ainda inspira cuidados. Ela está chateada com a situação toda. Elas se abraçaram na saída da Eloisa, que sempre deixou claro que queria sair. Ninguém quer ficar internado em um hospital psiquiátrico, mesmo o pior doente. Ela estava bem, tranquila. Disse que estava com fome e pediu para comer pastel de carne e tomar caldo de cana, porque lembrou que na saída da outra internação dela (em agosto), nós a levamos lá. Mas dessa vez fomos direto para casa, onde preparamos um jantar — conta Assis.

Na casa do amigo, Eloisa comeu peixe, arroz e batata, prato preparado pela mãe, e um pão feito pelo amigo. Após o jantar, ela adormeceu antes da extenuante viagem. Por volta de 21h30 de quarta-feira, ela acordou e se vestiu uma roupa que ganhou da mulher de Assis. Ao chegar à Rodoviária Novo Rio, na Zona Central, deparou-se com o atraso de 1h30 ônibus, que só partiu por volta de 1h de quinta-feira, dia 29.

Assis torce para que não veja Eloisa tão cedo. O amigo acredita que um retorno dela ao Rio de Janeiro poderia trazer novamente problemas na vida da jovem. Como a alagoana fala inglês e alemão fluentes, o amigo espera que ela consiga algum trabalho com essas qualificações, mesmo que fora do mundo da moda.

— Levantamos um dinheiro para ela viajar com a mãe numa vaquinha. Foram cerca de R$ 1.600, metade para pagar três passagens (ida e volta da mãe, e uma ida da modelo) e o restante para elas usarem durante a viagem. Espero que ela nunca mais apareça no Rio. De coração. Isso aqui é um inferno. Se ela estiver no Rio, a possibilidade será que o problema tenha voltado. Torço pela recuperação dela, que ela fique por lá e se cuide. Ela fala bem inglês e alemão, poderia arrumar um trabalho usando o seu conhecimento — diz Assis.


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