Missa de 7º dia de Nelson Sargento será nesta quarta-feira em cerimônia restrita a familiares e amigos

Por: Rádio Sampaio
 / Publicado em 02/06/2021

Missa de 7º dia de Nelson Sargento será nesta quarta-feira em cerimônia restrita a familiares e amigos

A Missa de Sétimo Dia do sambista Nelson Sargento será realizada nesta quarta-feira (2) em uma igreja da Zona Sul do Rio, restrita à família e amigos próximos. A cerimônia será transmitida pela rede social do artista, a partir das 17h.

O sambista morreu na quinta-feira (27), aos 96 anos, no Rio de Janeiro, por complicações da Covid.

Autor de 'Agoniza, mas não morre'

Nelson Sargento era presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira e autor de sucessos como "'Agoniza, mas não morre".

Sargento foi diagnosticado com o Covid no dia 21 de maio, quando foi internado no Instituto Nacional do Câncer (Inca). Além da idade avançada, Nelson também sofreu com um câncer de próstata anos atrás.

No dia 26 de fevereiro, o compositor da Mangueira recebeu a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em casa. A primeira dose, em um ato simbólico no dia 31 de janeiro, marcou o início da imunização de idosos.

Segundo os epidemiologistas, nenhuma vacina é 100% eficaz, mas as chances de uma pessoa vacinada ser infectada pelo vírus é muito menor do que a de quem não foi vacinado. A proteção máxima só é alcançada quando grande parte da população está imunizada e o vírus para de circular.

"As pessoas têm muita dificuldade de entender qual é a função de uma vacina", diz Natalia Pasternak, bióloga e divulgadora científica brasileira, fundadora e primeira presidente do Instituto Questão de Ciência. "Elas acham que a vacina é mágica. Ou seja, tomou a vacina, está protegido; não tomou, vai ficar doente. Não é assim que vacinas funcionam."

Obra inédita

A nora e produtora musical de Nelson, Lívea Mattos, contou ao G1 que, mesmo afastados dos palcos, o sambista não parava de criar. Ela disse que ele deixa um CD de músicas inéditas com Agenor de Oliveira, tem uma gravação recém-descoberta com Wilson Moreira - que morreu em 2018 - , e muitos registros de shows e momentos íntimos gravados.

"Além disso, ele não parava de escrever. Tinha um caderninho em que escrevia orações, que gostava muito. Ele rezava vários vezes ao dia. Eu só tenho a agradecer por ter convivido com ele, mas vai fazer muita falta”, diz Lívea.

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