Ministro da Educação propõe regular mensalidades abusivas no ensino superior

Por: Rádio Sampaio com SBT News
 / Publicado em 14/03/2025

Ministro da Educação, Camilo Santana | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu a criação de um mecanismo para impedir cobranças abusivas em cursos superiores. "Mais de 80% do ensino superior é privado, então precisamos ter uma boa estrutura para regular isso, monitorar e acompanhar a qualidade, inclusive para entender por que determinadas faculdades de medicina cobram R$ 15 mil, outras cobram R$ 8 mil e outras R$ 10 mil", declarou o ministro.

O Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior respondeu à fala do ministro por meio de nota, afirmando que o problema não está na precificação das mensalidades, mas sim na falta de políticas públicas que garantam o financiamento estudantil.

Atualmente, as universidades têm autonomia para definir os valores das mensalidades. Para estudantes de baixa renda, o MEC oferece o Fies Social, que financia 100% do curso, mas há um teto de financiamento. Se o valor da mensalidade ultrapassa esse limite, o aluno precisa arcar com a diferença.

O ministro apontou que o aumento do teto do financiamento estudantil acaba impactando diretamente nos reajustes das mensalidades das faculdades. "A preocupação é que, cada vez que o ministério aumenta o teto da medicina, as faculdades também aumentam. Precisamos entender melhor para regular essas cobranças e evitar valores abusivos", enfatizou Camilo Santana.

Uma lei de 1999, conhecida como Lei das Mensalidades, já regulamenta a cobrança, reajuste e renegociação de dívidas estudantis. A norma permite que as universidades reajustem os valores considerando a inflação e possíveis aumentos nos custos operacionais.

O diretor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, Bruno Coimbra, explica que o valor das mensalidades varia conforme o modelo de negócio da instituição. "Tem instituições filantrópicas, outras com fins lucrativos e algumas listadas na bolsa. Todas essas estratégias impactam no preço do curso de medicina ou qualquer outro", detalha.

A ex-diretora de educação do Banco Mundial, Cláudia Costin, defende que a discussão vai além dos preços das mensalidades. "Não é apenas uma questão do alto valor das mensalidades e do impacto para estudantes em situação de vulnerabilidade, mas também da qualidade dos cursos de medicina no Brasil, que é um aspecto muito importante", alerta.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Contato

Rua José e Maria Passos, nº 25
Centro - Palmeira dos Índios - AL.
(82) 99641-3231
TELEFONE FIXO - ESTUDIO:
(82)-3421-4842
SETOR FINANCEIRO: (82) 3421-2289 / 99636-5351
(Flávia Angélica)
COMERCIAL: 
(82) 99344-9999
(Dalmo Gonzaga)
O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados. Segurança e privacidade
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram
Share via
Copy link
Powered by Social Snap