
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Dados de pesquisa do Ministério da Saúde apontam que 10,2% da população têm diabetes, o que equivale a uma população de 2,7 milhões de pessoas.
Para auxiliar na estratégia de superar a situação mundial de restrição da oferta de insulinas, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) deu recomendação favorável para a ampliação do uso das insulinas análogas de ação rápida e prolongada para pacientes com diabetes mellitus tipo 2.
Portaria publicada na sexta-feira (29), no Diário Oficial da União, apresenta critérios para garantir o acesso da população: preço competitivo entre as moléculas, estabilidade das parcerias de desenvolvimento produtivo e de inovação e a inserção gradual na rede, a fim de viabilizar ações de planejamento para a dispensação preconizados pelo Ministério da Saúde.
Até então, as insulinas análogas estavam disponíveis no SUS apenas para pacientes com diabetes mellitus do tipo 1. A demanda de avaliação do tema é do próprio Ministério da Saúde, a partir do Departamento de Assistência Farmacêutica, e tem como objetivo oferecer mais alternativas terapêuticas para pacientes e aumentar as possibilidades de negociação e aquisição da pasta para atendimento da demanda do SUS, considerando o cenário de instabilidade da produção e oferta de insulina no Brasil e no mundo.
A implementação será gradual na rede pública, afim de viabilizar ações de planejamento para dispensação e adequação dos usuários para as novas apresentações de insulina.
A diabetes mellitus é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Ela pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.
