


A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que retirou do ar os perfis de Renan Santos citados em uma decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou restrições à campanha digital do candidato do Missão à Presidência da República. O TikTok também comunicou a suspensão das contas do candidato, enquanto o perfil dele no YouTube também deixou de estar disponível.
Segundo a Meta, as contas indicadas na decisão judicial foram tornadas indisponíveis e removidas dos sistemas de recomendação do Facebook e do Instagram. A empresa também informou que preservou os dados relacionados aos perfis a partir de 7 de agosto de 2026, conforme determinação do ministro.
A decisão de Toffoli, divulgada na segunda-feira (31), determinou a suspensão da propaganda eleitoral da chapa de Renan Santos e Aroldo Medina em perfis que não foram informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto na legislação.
Além da suspensão da propaganda nesses canais, o ministro determinou a suspensão de repasses do Fundo Eleitoral à chapa, a proibição de gastos com recursos eventualmente já recebidos e a vedação da participação dos candidatos em debates de rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação enquanto a decisão estiver em vigor.
Renan Santos havia informado inicialmente ao TSE apenas um perfil na rede X e um site. Posteriormente, a campanha apresentou outras contas à Justiça Eleitoral. Para Toffoli, a comunicação tardia dos perfis compromete a fiscalização da propaganda digital.
Das 18 contas apresentadas pela campanha ao TSE em 19 de agosto, apenas duas, registradas em 7 de agosto, permanecem disponíveis. Foram retirados do ar um canal no YouTube, um perfil no Facebook, sete contas no Instagram e sete contas no TikTok.
O site oficial da campanha e o perfil de Renan Santos na rede X continuam funcionando.
A decisão também determinou que as plataformas preservem conteúdos e registros relacionados às contas e forneçam informações sobre postagens, impulsionamentos, recomendações e anúncios, incluindo dados de alcance e valores eventualmente envolvidos.
Em manifestação encaminhada ao TSE, a Meta afirmou ter cumprido as determinações judiciais e informou que poderá ser novamente acionada para atender a novas ordens da Justiça Eleitoral.
