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Menino de 6 anos morto em Maceió é enterrado sob comoção; tio-avô é suspeito, mas nega o crime

Rádio Sampaio com Gazetaweb
Publicado 08/07/2026
Foto: Reprodução

 

Foi enterrado na tarde da terça-feira (8), em Santa Luzia do Norte, o corpo do menino Peterson Ykaro, de 6 anos, morto na segunda-feira (7), em um terreno baldio no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió. O principal suspeito do crime é Emanuel Vicente, de 46 anos, tio-avô da criança, preso nesta terça-feira. Sob forte comoção, familiares e amigos participaram da despedida.

Antes do sepultamento, o corpo de Peterson foi velado na residência da família, na Cidade Universitária. O local ficou tomado pelo silêncio e pela dor de parentes e amigos que foram prestar as últimas homenagens ao menino.

Investigação

Segundo a investigação da Polícia Civil, Emanuel Vicente, de 46 anos, tio-avô de Peterson, teria saído da residência da família com a criança e a levado até um terreno baldio, na Cidade Universitária, onde o crime aconteceu.

Imagens de câmeras de segurança registraram os dois juntos em uma área de matagal. Cerca de 40 minutos depois, o suspeito aparece deixando o local sozinho. O corpo de Peterson foi encontrado por familiares poucas horas depois.

A delegada responsável pelo caso informou que a investigação trabalha, inicialmente, com a hipótese de estupro de vulnerável qualificado pela morte. A confirmação da causa da morte depende dos laudos periciais.

Polícia Cientifica

Em nota, a Polícia Científica informou que, em respeito aos familiares e à memória da vítima, e em cumprimento ao artigo 20 do Código de Processo Penal, não divulgará novos detalhes sobre o caso neste momento para não comprometer o andamento das investigações.

Os laudos periciais seguem em elaboração e serão encaminhados às autoridades competentes dentro dos prazos legais.

Negou

Emanuel Vicente, de 46 anos, tio-avô apontado pela Polícia Civil como principal suspeito de matar Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de 6 anos, prestou depoimento nesta terça-feira (7), após ser preso em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante o interrogatório, Emanuel negou qualquer participação no homicídio e afirmou que não se lembrava do que havia acontecido.

Apesar da versão apresentada pelo suspeito, a investigação conta com imagens de câmeras de videomonitoramento que mostram Emanuel acompanhado da criança no mesmo terreno onde o corpo foi encontrado, no horário e na data do desaparecimento.

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