Manifestantes bloqueiam acesso a Buenos Aires e devem promover greve geral na quinta (9)

EFE/ Juan Ignacio Roncoroni

Organizações sociais da Argentina bloquearam na terça-feira (7) o acesso a capital Bueno Aires e outras partes do país, em meio a uma série de protestos contra a política de ajuste e os projetos de reforma do presidente Javier Milei.

Os movimentos culminarão em uma greve geral convocada pela maior central sindical argentina. A paralisação está marcada para quinta-feira (9) e será a segunda convocada pelo sindicato CGT- desde que Milei assumiu o cargo em dezembro.

Os manifestantes exigem entrega de alimentos às cozinhas comunitárias que as entidades gerenciam e que dizem ter sido interrompida em dezembro, quando o governo de Javier Milei iniciou uma auditoria.

A principal “A operação é uma pena porque aqui não há assassinos ou criminosos, há pessoas que estão com fome, necessitadas e que estão reivindicando, e têm o direito de fazê-lo”, disse o líder do protesto, Eduardo Belliboni, aos repórteres.

Os protestos ocorrem poucos dias depois de o governo ter obtido na Câmara dos Deputados, e graças ao apoio dos partidos aliados, a aprovação de dois projetos que contemplam reformas econômicas, estaduais e tributárias que desmantelariam regulamentações existentes há décadas.

A Argentina vive forte recessão econômica, com uma inflação anual próxima dos 290% e um ajuste fiscal que permitiu o primeiro superávit trimestral desde 2008, mas à custa do fechamento de órgãos públicos, milhares de demissões, corte de subsídios, aumento de tarifas e desvalorização de salários e pensões.

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