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Mãe reencontra bebê sequestrada no Mato Grosso do Sul após sete dias de angústia

Rádio Sampaio com Fantástico
Publicado 17/08/2026
Foto: Reprodução/TV Globo

Uma adolescente de 17 anos reencontrou a filha, Ayla, após sete dias de angústia, depois que a bebê foi sequestrada e levada para o Paraguai. A criança foi localizada durante uma operação conjunta das polícias brasileira e paraguaia, e três pessoas foram presas no decorrer das investigações.

Segundo a polícia, Raquele foi atraída por uma mulher que se apresentava como “Carol” e que teria conhecido a adolescente em um grupo de doação de roupas e fraldas no WhatsApp. Após conquistar a confiança da jovem, a suspeita ofereceu um suposto trabalho de babá por R$ 100.

O encontro ocorreu em 6 de agosto. Raquele foi ao endereço acompanhada da irmã de 12 anos. Conforme o relato da adolescente, após entrar em uma construção nos fundos do imóvel, ela encontrou um homem que teria tentado fazê-la desmaiar. Raquele fingiu ter perdido a consciência, mas acabou sendo amarrada. As duas adolescentes foram posteriormente deixadas vendadas em um terreno.

Durante o período em que Raquele e a irmã estavam desaparecidas, familiares tentaram contato com a mulher que havia oferecido o trabalho. Ela apresentou versões diferentes sobre o paradeiro das adolescentes. A polícia descobriu posteriormente que a mulher não se chamava Carol, mas Suzilaine da Graça Costa.

A investigação avançou após a filha de Suzilaine encontrar a mãe com a bebê e desconfiar da situação. Depois de tomar conhecimento das notícias sobre o desaparecimento, ela passou a questionar a mãe sobre a criança.

Segundo a polícia, Suzilaine trocou as roupas de Ayla, mudou o bebê-conforto e chamou um carro por aplicativo para deixar Campo Grande em direção à fronteira com o Paraguai. Os investigadores acompanharam o deslocamento e acionaram as autoridades paraguaias.

A bebê foi localizada em uma residência em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Uma operação com participação de 15 policiais paraguaios terminou com o resgate da criança e a prisão de Suzilaine e do companheiro, Alex Melo de Abreu.

De acordo com a investigação, Alex apresentou documentação falsa e era procurado pela Justiça brasileira, com condenação por homicídio. Ele afirmou, em depoimento, que acreditava ser o pai da bebê e havia comprado roupas e outros itens para a criança.

Investigação aponta falsa gravidez

A polícia trabalha com a hipótese de que o sequestro não teve motivação financeira. Segundo os investigadores, Suzilaine teria levado a bebê para sustentar uma mentira de gravidez e tentar preservar o relacionamento com o companheiro.

As investigações apontam que o casal havia terminado o relacionamento e reatado depois que Suzilaine afirmou estar grávida. Segundo a polícia, o companheiro desejava ter uma menina.

O inquilino do imóvel utilizado como cativeiro também foi preso. A defesa dele afirmou que o homem apenas havia emprestado a residência e não tinha envolvimento com o crime.

As defesas de Suzilaine e Alex não foram localizadas. Em depoimento, Suzilaine negou ter forjado uma gravidez e roubado a criança.

Após sete dias de buscas, Raquele finalmente reencontrou a filha. “Estou muito feliz, porque recuperei minha bebê”, declarou a adolescente.

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