Maduro toma posse para terceiro mandato como presidente da Venezuela sob protestos e acusações de fraude

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, ao lado da primeira-dama, Cilia Flores, para a posse presidencial, em Caracas, em 10 de janeiro de 2025 - Federico Parra / AFP

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tomou posse para o seu terceiro mandato consecutivo no país na manhã desta sexta-feira, apesar de evidências confiáveis de que seu oponente venceu as últimas eleições e em meio a protestos contra seu plano de permanecer mais seis anos no poder. O evento da posse do líder chavista foi organizado pela Assembleia Nacional, também controlada pelo partido governista, no Palácio Federal Legislativo, em Caracas.

"Eu juro que este novo mandato presidencial será o mandato da paz" — disse Maduro diante do presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, que respondeu declarando o líder chavista como presidente constitucional da República Bolivariana de Venezuela.

A oposição qualificou a posse do governante como “golpe de Estado”. Em comunicado, a principal coalizão opositora, a Plataforma Unitária, disse: “Com a usurpação do poder por parte de Nicolás Maduro (...), apoiado pela força bruta e desconhecendo a soberania popular expressa de forma contundente em 28 de julho passado, consumou-se um golpe de Estado. González Urrutia é quem deve ser empossado”.

Líderes internacionais condenaram o governo  por reprimir as vozes da oposição e exigiram sua libertação. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, um aliado próximo de Maduro, declarou que não compareceria devido às detenções, no início da semana, de outro opositor venezuelano e de um defensor dos direitos humanos.

O Governo Lula continuará sem reconhecer Maduro ou González Urrutia como presidente, embora resista romper completamente as relações diplomáticas com o país vizinho.

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