Maduro culpa "fascistas" por blecaute histórico na Venezuela

Moradores do bairro de Chacao, em Caracas, carregam celulares usando bateria de caminhão, na calçada - (crédito: Juan Barreto/AFP)

A Venezuela mergulhou na escuridão às 4h40 (3h40 em Brasília) da sexta-feira (30), durante um blecaute que afetou de forma "total ou parcial" os 24 departamentos (estados) do país. O Palácio de Miraflores não perdeu tempo, culpou o "fascismo" pelo apagão e denunciou uma ação deliberada.

"Como sempre estou junto ao povo e me encontro à frente da situação, enfrentando esse ataque criminoso contra o Sistema Elétrico Nacional", escreveu o presidente Nicolás Maduro em seu canal no aplicativo de mensagens Telegram. "Eu disse e repito: calma e sanidade, nervos de aço! O fascismo desesperado ataca o povo. Juntos, superaremos essa nova arremetida. Nós sempre venceremos", acrescentou.

O fornecimento de energia começou a ser normalizado à tarde, cerca de 12 horas depois.

Em meio ao apagão, havia a expectativa sobre se Edmundo González Urrutia, líder da oposição que se proclamou vencedor das eleições presidenciais de 28 de julho, atenderia à terceira convocação do Ministério Público para prestar depoimento.
O ex-diplomata de 75 anos, completados na véspera, não compareceu ao chamado, apesar da ameaça de prisão. Nas outras duas vezes, Edmundo González atribuiu a ausência no depoimento à falta de garantias.

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