
Foto: Altamiro Borges
Na última quarta-feira (25), foi divulgado uma pesquisa feita pela Genial/Quaest, indicando que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma queda de seis pontos percentuais (p.p.), saindo de 60%, em agosto, para 54%, neste mês. 42% dos entrevistados desaprovam o governo, enquanto no mês anterior foram 35%. Ao todo, duas mil pessoas foram entrevistadas, em 120 cidades de todas as regiões do país, entre 19 e 22 de outubro.
Em se tratando de regiões, a queda da aprovação foi mais alta no Nordeste, onde saiu de 72% para 68%, e no Sul, que teve uma queda de nove pontos percentuais, saindo de 59% para 50%. Para além dessas, todas as regiões apresentaram um declínio na aprovação do governo.
Quanto à avaliação, apenas 38% dos entrevistados consideraram a atuação do governo como positiva, contra 42% dos entrevistados no mês de agosto. Enquanto isso, a avaliação negativa cresceu de 24% para 29%, com esta porcentagem considerando o governo regular.
O diretor da Quaest Pesquisa e Consultoria, Felipe Nunes, explicou que parte do motivo da queda da aprovação pode estar nos fatores econômicos. “Aumentou em nove pontos o percentual de quem avalia que a economia piorou no último ano (saiu de 23% para 32%), enquanto se manteve o percentual de quem acha que a economia melhorou (33%)”, disse Nunes.
O levantamento também indicou que 28% dos entrevistados acredita que a economia vai cair, enquanto apenas 22% acreditavam nisso em agosto. Além disso, apenas 50% acham que a economia vai melhorar, contra 59% do mês passado.
As viagens do presidente Lula também podem ter contribuído para a queda da popularidade do governo. 55% dos entrevistados pensam que as viagens são excessivas, enquanto 37% acham adequadas.
O posicionamento do governo com relação ao conflito entre Israel e o Hamas também pode ter contribuído, tendo em vista que 57% dos entrevistados pensam que o Brasil está errado ao não classificar o Hamas como um grupo terrorista, e apenas 26% concordam com o posicionamento do Itamaraty. Em contrapartida, 85% aprovam as conversas do presidente com os líderes da região oriental, para negociar repatriação de brasileiros. 72% acham a postura de priorizar os resgates como positiva.
35% das pessoas entrevistadas acharam positiva a posição do presidente na guerra, enquanto 31% acharam regular e 23% disseram ser negativa.
