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Lula liga para Trump, defende negociação e diz que alegações dos EUA para tarifaço são 'infundadas'

Rádio Sampaio com O GLOBO
Publicado 21/08/2026
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Malásia — Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou na manhã desta sexta-feira para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou o Palácio do Planalto. De acordo com o governo, o presidente brasileiro defendeu a negociação sobre o tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil e classificou as alegações americanas para aplicadas das taxas como "infundadas".

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) afirmou em nota que a conversa ocorreu em “tom amistoso e cordial” e teve duração de uma hora e vinte minutos. No começo do mês, Lula indicou a aliados políticos que buscaria uma conversa com o presidente americano para os próximos dias.

Segundo o informe, as duas autoridades conversaram sobre temas como a imposição de novas taxas pelo governo americano aos produtos brasileiros, o combate ao crime organizado e conflitos internacionais.

Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, segundo o Planalto, Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) "são infundadas".

"Ao observar que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil, quanto os Estados Unidos, afirmou que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. Reiterou a importância de trabalhar juntos para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil. O presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível", afirma a nota do governo.

A tarifa adicional de 25% imposta pelos EUA a parte dos produtos brasileiros exportados para aquele país começou a valer no dia 22 de julho. De acordo com Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida atinge 15% do volume exportado para os EUA em 2025, ou US$ 5,8 bilhões, sendo que os setores mais impactados são madeira, móveis, máquinas e equipamentos, calçados, produtos cerâmicos e açúcar.

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